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Entrevista
com
Júlio Batista
Brevemente,
Júlio Batista
espera regressar
ao Vidago FC
Desde Agosto de
2011 assolado
por doença
grave, Júlio
Batista está a
recuperar bem e
espera, quando
as forças o
permitirem,
regressar ao
comando do
Vidago FC,
atualmente, sob
o comando
técnico de Caló
e Pedro Adão.
Em entrevista à
A Voz de Chaves,
o “mister”, com
os olhos postos
no futuro,
aborda, entre
outros aspectos,
o seu percurso
pelo Vidago FC,
e a actual
situação da
equipa.
"Júlio
António
Batista"
Natural de
Valpaços,
residente em
Chaves nasceu em
24/07/1966 tem
13 anos como
treinador e
desde o dia 22
de Agosto que se
encontra
internado no
Hospital de Stº
António no
Porto. (Mister
como os seus
pupilos lhe
chamam) chegou
ao Vidago FC no
início da época
2003-2004.
Recuemos até á
década de 70
para
conhecer-mos
melhor a sua
longa carreira
de vida
desportiva.
Começou a sua
atividade
desportiva ainda
com idade de
júnior mas já
nos seniores do
GD Valpaços onde
permaneceu
durante 13 anos.
Passou ainda
pelo Paredes,
Bragança e
Montalegre. Como
treinador também
se iniciou no GD
de Valpaços onde
permaneceu
durante 5
temporadas tendo
á posterior
passado pelo
Flaviense,
Montalegre e
Vidago clube
onde permanece á
já com 7 longas
temporadas. No
seu já longo
período de
desportista
conquistou
vários troféus
aonde se inclui
o campeonato
distrital da
AFVR e a subida
á III divisão
nacional e a
conquista da
taça.
VC – Todos Sabemos
que neste
momento
atravessas um
período
complicado da
tua vida. Que
doença te trouxe
até á cama do
Hospital?
J.B.-
Uma peritonite
generalizada no
contexto de
isquemia
intestinal por
trombose da
veia mesentérica
superior. Fui
submetido a uma
laparotomia
exploradora com
enterectomia
segmentar de 130
cm do intestino
delgado com
leostomia e
fistula mocosa.
VC - Como é o teu
estado de saúde
e de espirito
neste momento?
J.B.-
A primeira
cirurgia foi em
23/08/2011, a
segunda em
17/11/2011, não
é fácil num
espaço de 3
meses fazer duas
cirurgias tão
complexas como
eu fiz, a
recuperação está
a correr dentro
da normalidade
segundo os
médicos, mas não
é fácil estar
mais de 3 meses
internado num
hospital longe
da família, dos
amigos não é
fácil, mas
felizmente com a
ajuda do meu
filho da minha
esposa, família,
amigos e não
esquecendo as
alegrias que o
Vidago FC me têm
dado ajudaram a
manter o
espirito mais
positivo do que
aquele com que
entrei no
hospital.
VC – A equipa
médica que te
tem acompanhado
ao longo destes
meses já deu
alguma previsão
sobre o teu
regresso ao
trabalho?
J.B.-
Cada caso é um
caso e o ser
humano não é
igual dai que o
regresso também
vai depender de
como me vou
sentindo.
VC – Com que idade
e onde iniciaste
a tua carreira
como futebolista
e quais os
clubes por onde
passaste?
J.B.-
Nunca joguei nas
camadas jovens,
comecei a jogar
com idade de
segundo ano de
júnior pelos
seniores do GD
Valpaços, como
jogador
representei o
Valpaços durante
13 anos na 3ª
divisão, na 2ª
divisão quando
não havia
divisão de honra
e o 1º
classificado
subia
diretamente para
a 1ª divisão,
uma época no
Paredes na 2ª
divisão com
acesso direto á
1ª divisão, uma
época no
Bragança 3ª
divisão e quatro
épocas no
Montalegre na 3ª
e 2ª divisões.
VC - Fala-nos do
teu percurso
como treinador
de futebol. Data
de início e
Clubes que
treinaste e em
que campeonatos?
J.B.-
Iniciei a
carreira de
treinador onde
tinha iniciado a
de jogador no GD
Valpaços como
treinador/jogador
durante 3
épocas, nas duas
seguintes na 3ª
divisão só como
treinador,GD
Valpaços 5
épocas, uma
época dividida
pelos juniores
da Flaviense e
Montalegre na 3ª
divisão e 7
épocas no Vidago
FC, não
contabilizando a
época em curso,
num total de 13
épocas como
treinador de
forma contínua,
significativo,
poucos se podem
gabar disso.
VC - Gostavas de
ter abraçado uma
carreira como
treinador
profissional? Ou
não faz parte
dos teus
objetivos de
vida?
J.B.-
Para ser
treinador
profissional não
chega ter valor
é preciso algo
mais, e só
compensa ser
profissional
financeiramente na
primeira liga e
parte da divisão
de honra, agora
ser profissional
na 2ª e 3ª
divisão não me
seduz, embora
gosta-se de
treinar algum
clube destas
divisões mas
como amador.
VC -
O que te levou
abraçar o
projeto proposto
pela direção do
Vidago FC?
J.B.-
A honestidade e
simplicidade das
pessoas com quem
falei, e ter a
possibilidade de
fazer um
trabalho de
base, porque é
bom não esquecer
que o Vidago FC
vinha de duas
épocas em que
esteve muito
próximo de
descer de
divisão, hoje o
clube é aquilo
que é e eu
também contribui
para o seu
crescimento.
VC
- Sentes-te uma
pessoa
satisfeita pelo
teu trabalho
realizado ao
serviço do
Vidago?
J.B.-
Eu nunca estou
satisfeito,
gostaria de
ganhar mais
vezes mas
tenho consciência
que nem sempre é
possível mas dou
sempre o melhor
de mim para que
isso aconteça.
VC
-
Que balanço
fazes do teu
trabalho
realizado nos
últimos anos no
Vidago FC?
J.B.-
O meu trabalho
realizado no
Vidago FC fala
por mim.
VC
– Durante estes
anos no Vidago
FC o que mais te
surpreendeu pela
positiva e pela
negativa?
J.B.-
A forma rápida
com que as
pessoas
dinamizaram e
fizeram crescer
o Vidago FC,
principalmente o
seu presidente
Rui Branco. A
paciência de
alguns sócios,
com a crítica
sempre á frente
do mérito.
VC -
Qual o teu
melhor e pior
momento vivido
neste clube?
J.B.-
Os momentos mais
do Vidago FC
foram sem duvida
a subida á 3ª
divisão nacional
e a conquista da
taça da AFVR, os
momentos menos
foram a descida
de divisão e não
termos feito a
dobradinha.
VC
- Quando uma
equipa como a do
Vidago, que tem
já um grande
estatuto no
Futebol
Distrital, que
motiva
jogadores e
adeptos em tua
opinião deveria
aspirar mais
alto e militar
noutra divisão?
J.B.-
Sejamos
realistas a
situação
socioecónomico
não permite voos
muito mais
altos, em termos
estruturais o
clube está
preparado mas só
isso não chega,
agora a equipa
vai fazer tudo
para continuar a
ganhar e se
puder ficar em
1º não vai
desperdiçar a
oportunidade.
VC –
Durante estes
anos
no
clube
alguma vez te
passou pela
cabeça abandonar
o cargo pedir a
demissão com a
época a
decorrer?
J.B.-
Só a má fé ou
mente perversa
pensa ou diz que
sou treinador do
Vidago FC pela
relação que
tenho com o
presidente. No
1º encontro que
tive com a
direção do
Vidago FC o meu
lugar ficou
desde ai á
disposição da
direção porque
eu quero ser
parte da solução
e não parte do
problema, e
respondendo
diretamente á
tua pergunta
após alguns
jogos menos
conseguidos quer
na divisão de
honra, quer na
3ª divisão disse
ao presidente
para mudar de
treinador. Quem
me conhece
minimamente sabe
como é a minha
forma de estar
na vida, não
tenho rabos
escondidos atrás
da porta.
VC -
Qual foi o jogo
em que o
resultado ao
ser adverso á
equipa te
deixou mais
mágoas.
J.B.-
Perdermos a
oportunidade de
fazer a
dobradinho doeu
muito. Na 3ª
divisão no jogo
nas Marinhas
depois de
falharmos um
penalty no
ultimo minuto de
jogo e a vencer
por 1-0 jogamos
a bola fora para
um jogador ser
atendido e na
reposição de
bola um
jogador do
Marinhas fez um
passe na direção
do nosso guarda
redes com toda a
equipa do Vidago
parada e para
espanto geral um
jogador
adversário
fez-se ao lance
fazendo golo.
Foi difícil
digerir este
jogo.
VC -
Sabemos que para
além de seres um
excelente
treinador,
também és uma
pessoa
extraordinária
ao teres uma
excelente
relação com os
teus jogadores.
Sentes da parte
deles a mesma
reciprocidade?
J.B.-
Essa pergunta
devia ser feita
aos atletas, mas
eu gosto de
trabalhar com
pessoas leais
porque eu também
o sou, e posso
dizer que o
ponto forte das
minhas equipas é
a união que
existe entre
todos e quem não
tiver espirito
de grupo não
trabalha comigo.
VC - Não podíamos
deixar de
perguntar, pois
claro, a tua
opinião como
treinador acerca
da prestação da
equipa no que
vai de
campeonato, e
como descreves a
fantástica
prestação na
primeira volta
do campeonato
com o Caló e o
Pedro Adão nos
comandos?
J.B.-
Não estou
minimamente
surpreendido o
Caló conheço-o
muito bem e sei
o que vale
enquanto homem e
treinador, o
Pedro Adão á uns
anos a esta
parte é o
substituto do
treinador dentro
do campo.
VC – Tens
contactos
regulares com
eles e dás
algumas
sugestões da
forma como têm
dirigido ou
dirigem o
plantel desde o
inicio da
temporada?
J.B.-
Converso
regularmente com
o Caló,
participei na
formação do
plantel, quanto
a tudo mais eles
têm autonomia
para tomar as
decisões que
acham melhor
para a equipa e
grupo de
trabalho.
VC - Quais foram
os objetivos
traçados para a
época antes de
se agravar o teu
estado de saúde?
J.B.-
Os objetivos
deste clube dada
a sua grandeza
são sempre
elevados seja no
campeonato seja
na taça, apesar
da redução
significativamente
do orçamento não
deixamos de ser
uma equipa
competitiva e
lutar por mais
objetivos como
num passado
recente. Um
jogador ao
vestir esta
camisola só pode
ter um
pensamento "
GANHAR ".
VC -
Que mensagem ou
desejo, queres
deixar aos
sócios e
simpatizantes do
clube que
diriges durante
todos estes anos
mas que por
razões de saúde
estás ausente?
J.B.-
Que os sócios e
simpatizantes
continuem a
fazer crescer o
clube e é com
vitórias que o
clube se torna
maior e para
isso é preciso
que apoiem
sempre a equipa.
VC -
Costumas visitar
o site do Vidago
Futebol Clube?
O que achas do
projeto?
J.B.-
Sempre, Acho o
projeto
interessante e
excelente na
divulgação do
trabalho do
clube.
J.B.-Quero
desde já
agradecer esta
oportunidade, e
agradecer a
todos os meus
amigos pela
ajuda que têm
dado nestes
nestes meses
complicados.
Agradeço também
a oportunidade
que me deram ao
dar esta
entrevista. Aos
Vidaguenses só
peço que
continuem a dar
o seu apoio
incondicional e
que continuem a
acreditar na
equipa.
Nota final.
Agradecemos
desde já a
disponibilidade
do mister Júlio
Batista ao
dar-nos esta
grande
entrevista e
também a
presteza que
teve para nos
prestar estas
declarações, num
período difícil
da sua vida
particular e
profissional. Da
nossa parte
desejámos-lhe
rápidas
melhoras, um
regresso rápido
ao comando da
equipa a maior
sorte do mundo,
e uma vida cheia
de sucessos e
alegria.
Augusto Oliveira
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