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O Montalegre
está na final da
Taça da A.F. de
Vila Real após
bater o Vidago,
por 1-0 com um
golo já em
período de
compensação, num
desafio muito
emotivo e que
merecia um
relvado com
outras
condições. De
facto, em campo
estiveram duas
equipas viradas
para o ataque,
que sabem jogar.
Mas, com um
relvado destes a
maior vitória
para ambos os
conjuntos, foi
mesmo ninguém
sair de lá
lesionado.
Jogo equilibrado
e de muita luta,
optando ambos os
conjuntos por um
futebol mais
prático,
tentando
explorar as
costas das
defesas através
de bolas longas,
já que construir
jogo junto à
relva era quase
impossível.
Por esse facto,
ganhavam ainda
maior
importância os
lances de bola
parada e foi
dessa forma que
o Vidago por
duas vezes criou
perigo junto da
baliza Barrosã
mas o guardião
Carneiro em
tarde acertada
consegui manter
as suas redes
invioláveis.
Os primeiros
quarenta e cinco
minutos foram
disputados com
grande
intensidade e
com domínio
quase total dos
Alvinegro que só
pecaram na hora
da finalização.
Ainda assim, o
Montalegre
equilibrava a
contenda,
fazendo da
virilidade arma
para nivelar o
combate técnico.
Os minutos
passaram, sem
brilhantismo,
mas com
intensidade
entusiasmante e
a única
oportunidade
real nos
primeiros 45
minutos foi um
remate forte mas
deficiente Simi,
que levou a bola
a rasar na trave
da baliza de
Carneiro.
A segunda metade
iniciou-se
praticamente com
uma grande
oportunidade dos
Alvinegro
através de um
lance de bola
parada. Pedro
Adão remata
forte e colocado
mas Carneiro com
uma grande
estirada evitou
que os
Vidaguenses se
colocassem em
vantagem no
marcador. Na
jogada imediata
Simi remata para
o fundo das
redes do
Montalegre mas o
juiz da partida
anula a jogada
por pretensa
irregularidade.
A equipa
Vidaguense
aumentou a
pressão sobre o
adversário á
procura de um
golo que nunca
viria a surgir e
ao minuto 53
numa jogada de
transição
rápida, também a
equipa da casa
veria um golo
seu a ser
anulado por
posição
irregular do seu
avançado, jogada
que foi muito
contestada pelos
homens da casa.
Depois, a
partida voltou a
equilibrar no
pior sentido e o
futebol passou a
ser jogado mais
com o coração do
que com cabeça e
por causa do mau
estado do
terreno de jogo,
a bola começou a
viajar ainda
mais pelo ar e o
espetáculo
futebolístico
foi-se
dissipando.
O Vidago
arriscou tudo,
colocou muitos
homens na frente
mas quase deitou
tudo a perder
quando num
contra-ataque, e
já com 88
minutos jogados
Bruno remata
forte e obriga
Vieira a uma
grande
intervenção e
quando já muitos
ou quase todos
acreditavam que
a eliminatória
seguiria para
prolongamento,
apareceu Hugo
descaído sobre o
lado direito a
encher o pé e a
fazer um grande
golo de belo
efeito sem
qualquer
hipótese para o
guardião Vieira.
De referir que o
golo do
Montalegre é
precedido de uma
falta não
assinalado por
Marco Cardoso
que a acontecer
ficaria tudo
para decidir no
prolongamento
onde qualquer
erro seria a
morte do artista
e pelo que as
duas equipas
produziram seria
o mais o mais
justo.
Mas tal não
aconteceu e o
Montalegre
acabou por ser
um justo
vencedor e, com
um golo
solitário já em
período de
compensação
carimbar o
passaporte para
a final onde vai
defrontar a
equipa do
Abambres que na
outra meia-final
eliminou o Cerva
no desempate
através da
marcação de
grandes
penalidades.
Da equipa de
arbitragem
chefiada por
Marco Cardoso e
seus pares direi
que não foi por
culpa deles que
o Vidago perdeu,
mas se tivesse
assinalado a
falta que
antecedeu o
golo, a música
bem poderia ter
sido outra.
(Quanto á equipa
Alvinegra devem
tirar as ilações
que entenderem
desta partida
para assim dar
melhor resposta
no próximo
encontro
para a segunda
fase que começa
já no próximo
domingo com o
Santa Marta).
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